sábado, 16 de abril de 2011

Economia de água e redução de conta: verdades e mentiras que vendem como água...

Não é só por  questões ecológicas ou ambientais, mas o melhor uso da água  mexe com a parte do corpo que nos é mais sensível: o nosso bolso!

Quem não quer ou não gostaria de aplicar medidas e tecnologias que, de fato, fizessem/façam reduzir a conta de água e esgoto? Ninguém, em seu juízo perfeito, poderia ser contra. O problemas é que muita gente esperta  vende o que  não pode entregar: aparelhos ou dispositivos que comprovadamente cumpram o que prometem nas propagandas...

 Pessoas ingênuas, muitas  vezes pecando pela vontade de acertar, se lançam de cabeça na compra de aparelhinhos que nunca foram testados, jogam dinheiro fora, iludidos pelo “ouvir dizer” e “todo mundo tá usando”, como se isto bastasse para atestar eficiência. Mesmo quando devidamente  alertadas para a falácia da propaganda enganosa, por teimosia, se recusam a enxergar a verdade. E a verdade  é que os tais aparelhinhos miraculosos não fazem o que prometem. Simples assim. Ou já estariam certificados por órgãos de defesa do consumidor, como PROCON e ProTeste, INMETRO ou INPI. Se são bons, por que não são aprovados? Pergunta básica, mas nem sempre o básico é fácil de ensinar e entender.

Não há o que fazer?

Há, sim. O bom e velho método de  fechar torneiras, consertar vazamentos, usar racionalmente a água, reutilizar, etc., continua dando  bons resultados.

Mas conscientização nem todos praticam...Verdade!

A par disso, trocas de  sistemas de descarga de banheiros, válvulas e bacios mais modernos e certificados, aeradores em torneiras, temporizadores internos de vazão,etc., tudo isso ajuda a economizar. Entre as  medidas de maior vulto, nada melhor do que a instalação de medidores individuais em prédios residenciais e comerciais, tanto que muitos municípios já aprovaram leis obrigando o uso de medidores em todas as construções novas e dando, às antigas, um prazo para se adaptarem. Sendo lei, independe de aprovação de Assembleia no quesito quórum qualificado para mudanças estruturais em área comum, que é de 100% dos condôminos. O que fica para ser deliberado em AG é como, quando, valor total e de rateio. A Convenção é que terá de se adequar à lei, superior a ela. Sem lei obrigando, somente com a concordância de todos os condôminos a mudança poderá ser feita.


Cisternas para captação e  reutilização da água da chuva também são ótimos investimentos. Já existem até pequenas  estações de tratamento de esgoto, águas servidas  industriais e residenciais, que em muito enxugam as faturas de água e esgoto, uma vez que elas podem ser empregadas novamente no processo produtivo e de limpeza ou manutenção de jardins, no caso de residências e condomínios.

Na internet podemos achar  centenas de referências sobre o assunto ‘economizadores’. Os vendedores, claro, sempre defendendo o $eu, que não são tolos. Alguns fabricantes, quando consultados por e-mail, devolvem respostas  tão estúpidas quem nem ouso transcrever aqui. Questionei o fato de apresentar apenas uma declaração( fac-símile) registrada em cartório, feita por um amigo engenheiro...Acho pouco como prova de eficiência, da mesma  forma que acho pouco inteligentes argumentos do tipo ‘ fulanos usaram e aprovaram  redução’, sem nunca dizer quem são os fulanos para que possam ser  consultados...Ainda que citem alguns, quem garante que não são plantados pelos interessados no autoelogio?

O que não dá certo nunca e prejuízo sempre é a afoiteza de alguns que fazem testes sem levar em conta que não são donos  do prédio, não podem gastar em aventuras,  algumas ao arrepio da lei e sem conhecimento dos interessados, sejam maioria ou minoria.

Nada que seja colocado depois do medidor  funciona como redutor de leitura. O que já passou e foi lido não pode ser mudado. Alguns produtos chegam a prometer que o suposto ar  que passou e foi ‘lido como água’, volta e atrasa o sistema de leitura, como quem  atrasa um relógio. Para ter eficiência é preciso que dispositivos sejam colocados antes do medidor, o que não é permitido pelas concessionárias! O único modelo testado desse tipo, com acompanhamento de entidades como o PROCON do DF, foi reprovado porque  o  ‘respiro’ por onde sairia o ar permite entrada de contaminantes na rede de água tratada e não somente na do lugar onde estivesse instalado, mas toda a canalização.

Há diferenças entre bloqueadores de ar, eliminadores ar e redutores de pressão.
Segue sugestões de leituras sobre o assunto. Mais aqui, aqui e aqui.


http://www.sindiconet.com.br/6908/Informese/Economia-de-Agua/Eliminadores-de-ar

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