quarta-feira, 1 de junho de 2011

AGE de 31/05/2011

A AGE de ontem, 31/05/2011, foi bastante  produtiva. Poderão ler todo o detalhamento na ata que deverá ser entregue nos próximos dias. O ponto mais importante foi a aprovação do aumento da taxa de condomínio. Os ricos agradecem. Os que acharem caro demais que sigam o conselho de um rico morador, dado em AG no ano passado, e que foi o seguinte " não pode pagar, se mude".  Cobrem dele  a sutileza...

Outro ponto importante foi a apresentação de orçamentos para recuperação das caixas de água ( não é só limpeza) e das cisternas. Outros orçamentos foram pedidos, mas não tenham ilusões porque virá rateio  gordinho pela  frente... Serviços essenciais que não foram feitos ao longo do tempo por algumas gestões anteriores e que deram prioridade a obras desnecessárias, meros investimentos visando suposta valorização [cosmética] do condomínio, obras caras e de resultados estéticos e utilitários discutíveis. Gastos que não acrescentaram nada em termos de segurança, funcionalidade, acessibilidade, apenas para atender  caprichos de alguns , como as trocas das portas do halls de entrada dos blocos, as das entradas do condomínio[ o que fizeram com as portas retiradas?], configuração de escada externa da entrada principal, etc. Sem falar no inchaço da folha de pagamentos com contratações questionáveis, começando pela forma como foram aprovadas em AG, em "assuntos gerais", sem a devida chamada em destaque  no edital de convocação, uma vez que teriam repercussão financeira importante e duradoura, como se pode comprovar agora através da previsão orçamentária em discussão. Segundo um morador, tal previsão  deveria ter sido reavaliada há dois anos. Por que não o fizeram é uma boa pergunta. Como conseguiam o milagre de multiplicar os pães também é outra boa indagação para a qual o tal morador não deu resposta  racional, sempre tergiversando sobre o tema. Talvez  a suposta  desatualização tenha sido empurrada com a barriga por entrarem valores suplementares  via 7% em cima das faturas de água, sem que ninguém soubesse, além dos valores cobrados a mais de quem pagou condomínio com atraso mesmo pequeno, via cobrança de multa disfarçada de "fundo de contingência” [aprovado em AG, mas nulo de pleno direito por ser ilegal]. Quanto  foi o total arrecadado  com os 7% sobre  faturas de água e com as multas disfarçadas  — durante a vigência de ambos —, não se sabe. Somente uma auditoria pode mostrar os  valores e caminhos que tomaram. Quem pagou as multas ilegais (que não constam mais nos boletos depois da troca de administradora/garantidora)  pode tentar o estorno dos valores judicialmente, apresentando os  boletos pagos com e sem o tal 'desconto' por pagar até a data de vencimento. Evidentemente que muitos não farão isso por comodismo, por acharem que o que passou, passou [ perdeu, perdeu, malandro], e até porque muitos nem moram mais no condomínio. Cabe alertar que cobranças indevidas podem ensejar  devolução em dobro dos valores cobrados ilegalmente. Era um rateio não aprovado em AG, colocado na rubrica "água", sem que inquilinos pudessem repassar aos proprietários, caso viesse em rateio à parte. Assim embutido pegava e pegou todo mundo, já que água inquilino paga por ser despesa comum. Baita transparência!

Há pendências a serem deslindadas e que já estão fazendo aniversário de um ano sem solução. Outras sem a devida transparência de acompanhamento para que todos os interessados, moradores ou não, saibam em que pé estão pelo tempo de estrada. Não dependem de AG para serem discutidas, são informações de interesse geral  que não precisam de data marcada para serem aventadas. Mera questão de dar publicidade aos atos de aplicação dos recursos que todos pagam.

Eis algumas:
  • Atas das últimas AGEs da  gestão imediatamente anterior, período de março a abril de 2010 ( do questionamento dos 7% citados acima e da renúncia da antiga síndica ).
  • Prestação de contas não aprovada da  citada gestão.
  • Andamentos dos processos contra a Prefeitura (ação ganha pelo condomínio e que rendeu uma grana boa) e contra a Celesc, ambas citadas em atas. A ação contra a Prefeitura pode ser acompanhada pelo SAJ. A relativa à CELESC não se sabe qual é ou onde está. No SAJ não aparece ação em nome do condomínio contra a concessionária de energia, talvez seja apenas procedimento administrativo junto a Celesc, mas é um mistério que tem de acabar.
Há outras pendências, algumas históricas, outras mais recentes, relacionadas, sobretudo ao ordenamento do Regimento Interno, aplicação de multas, etc. A própria Convenção carece de atualização e ajuste  às demandas legais introduzidas pelo novo Código Civil. Leis como da Acessibilidade e da Separação de Resíduos também não estão devidamente contempladas na atual Convenção.


P.S: Todos os temas citados acima são de conhecimento geral e deveriam/devem constar nas atas que estão sendo cobradas! nada aqui é inventado!


2- A atual gestão não colabora com o blogue fornecendo informes, nem mesmo convocações para AG. Não o faz porque não quer. Lembramos que ao voltar atrás em anúncio de renúncia se comprometeu a dar maior transparência a sua gestão. Não precisa esperar por assembléias que, em geral,  ocorrem longe umas das outras, e um ano de gestão passa muito depressa...

3- Comparar é preciso? Há quem diga que não podemos comparar o nosso condomínio com outros, que são realidades distintas. Verdade. Pagamos condomínio de um Taj Mahal e temos um Cingapura?  Mas divirtam-se com a comparação que segue:



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