domingo, 1 de janeiro de 2012

Balanço geral 2011.

Feliz Ano Velho


Por que "velho" ? Porque 2012 será  cópia do anterior e que foi tão ruim quanto 2010 para o condomínio.

Nada de novo, nem mesmo aumentos de gastos e de taxas são novidades, nada muda para melhor, as perguntas continuam sem respostas, as leis e normas internas continuam atropeladas pela falta de educação, pela ignorância, pela anomia geral. Todo mundo querendo que alguém dê a cara ao tapa e resolva os problemas, desde que, claro, os reclamantes  fiquem bem com seus  vizinhos, amiguinhos, parentes, etc. No melhor estilo "a falsidade é que nos une".

Se medidas elementares não são tomadas  —   e não foram tomadas em 2011 ! —, não há  razão para ter ilusões de que serão efetivadas em 2012, nem em 2013, nem em 2014...Historicamente, sempre foi assim e nada indica que mudará porque não adianta trocar de nomes. As "boas intenções e boas ideias" ficam somente nisso.

 Vale mesmo é dindim pingado no bolso todo mês  e ainda  choramingam que é pouco, que gastam mais do que recebem, mas largar o osso...Às vezes até largam, quando escandalosas irregularidades são farejadas em seus cascanhares, porém a parte do osso que interessa, como atas e demais documentos continuam presos em poderosas mandíbulas. A impunidade grassa perto de nós e o povinho se acha o máximo quando cobra dos políticos e autoridades. Antes de arrumarem o planeta, o país, deveriam arrumar primeiro o mundinho de  seus bairros, suas ruas,  seus condomínios...

Gastos desnecessários, futilidades, desvio de finalidade, falta de transparência, regras  básicas do Regimento Interno sendo solenemente ignoradas por moradores e Adminstração,  como não permitir carros de visitas pernoitando no condomínio, são práticas que vêm de longe e, até hoje,  não houve gente com cacife para cobrar nem isso porque é chato ter de cobrar dos amiguinhos, sobretudo dos que dão o voto. Sempre foi e será assim a menos que tenhamos um síndico profissional, fora das panelinhas e igrejinhas que se formam em torno do escolhido quando é  síndico morador, a fim de preservarem  seus interesses  e contarem com a benevolência dos administradores muito generosos com os puxa-sacos contumazes e que sabem mudar de lado quando levam vantagens, sobretudo mudando a Convenção para o lado que convém aos 'apoiadores', e as tentativas foram muitas nos últimos anos, com defesa de  estratégias questionáveis [a fim de conseguir as mudanças], para dizer o mínimo.

Assim, tendo em vista o passado e o presente, manda a lógica é  a experiência não criar  expectativas positivas. Se vier alguma coisa será lucro, mas nada indica que teremos algum, pelo contrário, o cheiro é de mais gastos, sobretudo com obras não aprovadas em AG ou mesmo que aprovadas, como uma pintura do condomínio e por aí vai. É só esperar. A síndrome do gerente tocador de obras visíveis não é patologia  de prefeitos e quejandos. E tem tolo que acha que obras  valorizam o imóvel para  aluguel ou venda. Para especuladores pode ser, mas não para quem compra para morar e não para investimentos. Pelo tanto de apartamentos à venda e sem compradores, mesmo com valores abaixo dos de mercado, o mimimi de 'valorização' não está dando retorno. É que o valor do condomínio, quando ficam sabendo, espanta até Bill Gates [ tão caro num prédio de Cohab? Creeedooo!]. Ora pois...

Certamente, enfeites natalinos nas portas são mais importantes do que maçanetas. Os detalhes revelam o todo.

(¹) Nada a ver com o livro de Marcelo R. Paiva.

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