domingo, 1 de dezembro de 2013

Condomínio é como hotel: mesmo pagando não pode fazer o que bem entende!


O despreparo não se limita aos atuais moradores de projetos populares como "Minha Casa, Minha Vida".


 Até em prédios ditos ''classe média e alta'' a coisa está perdendo o controle. Vícios e privilégios antigos são difíceis de mudar, acabam virando o que não são: direitos.

Se as pessoas recebessem boa educação em casa, de pai e mãe, certamente não haveria a necessidade de ter de ''educá-las'' para viver em condomínios, tanto de apartamentos como de casas. A falta de civilidade está demandando gastos com cursos de como morar em condomínios, em pleno século XXI!  E quando nem multas e cursos resolverem? Aí, será a barbárie que nem é novidade, haja vista o que aconteceu no RJ nos anos 70/80, na ‘’Cidade de Deus’’ [só para ficar no caso mais famoso].

O nosso condomínio, para quem não sabe ou se recusa a entender, é um Conjunto Habitacional do antigo sistema Cohab/BNH, de 1975. Portanto, com 30 anos de existência e de regras afrouxadas para benefícios de uns poucos em detrimento da maioria. Não adiantam investimentos de altíssimo custo, como pintura, em nome da estética e valorização do ''patrimônio individual' para revenda (especulação) se o aspecto de cortiço não for corrigido. Quem compra apartamento de COHAB o faz para moradia e não ''investimento''. Gente com viés 'ostentação' não deveria morar em conjuntos populares...  Que conceito é esse de ''estética'' que se limita a pinturas? 

Assim como uma roupa cara não esconde uma educação barata, não vai ser uma pintura cara que vai valorizar o lugar. De que adianta uma pintura nova com velhos vícios como varais de qualquer tipo em qualquer lugar de acordo com as ''necessidades'' de cada um?  Quem visita um lugar assim para comprar já descarta porque conclui, e com razão, que se nem para varais e coisas em janelas há regras é melhor nem conhecer  o resto ''do pode tudo''. 

Os mesmo que aqui repudiam regras e limites, são os que depois de se mudarem cantam loas ao novo lugar cheio de regras do tipo "lá não é como aqui com varal pra fora, com serviço doméstico nos corredores; até para descer o lixo tem horário, veículo é um só, animais também e tem de carregar no colo tanto em elevadores como em escadas" e por aí vai. Ou ainda são moradores, mas vivem elogiando onde moram os parentes, os conhecidos, etc. Até nas assembleias do condomínio fazem questão de mostrar como em outros lugares as coisas ''funcionam'', só que são os que menos aceitam limites. São do tipo ''regras para os outros’’... E como quem administra, historicamente, não dá bons exemplos, aí fica mesmo complicado. Não vai ter dinheiro que chegue para limpeza, batalhões de empregados e mordomos... Tem gente que não sabe para que existe ''área de serviço'' e/ou não viu que ela era insuficiente para suas demandas pessoais quando alugou ou comprou o apartamento, não viu que não tinha estacionamento para parentes e visitantes, não viu que só podia um veículo, não viu que não tinha churrasqueira, salão de festas e quadras esportivas, não viu e não vê muita coisa... O problema é de olhos ou educação? Ou ambos? Compra baratinho  no ''cohabão'' e depois quer um condomínio-club para que os outros paguem a conta? Mas as regras e as leis? Ora, ora, as regras e leis...


Entenda o processo lendo  os links abaixo. 


 
 "Minha Casa, Minha Vida terá 'aula' de condomínio"






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